Aspectos Legais e Operacionais do Porte e Uso de Lâminas

Artigo: Aspectos Legais e Operacionais do Porte e Uso de Lâminas

Confira abaixo um artigo do Guro Lakan Isa Maurício Viegas Pinto sobre os aspectos legais e operacionais do porte e uso de armas brancas.
 
1) O porte de lâminas é crime? 
Resposta: Não. De acordo com o que estabelece o Código Penal Brasileiro, crime é fato típico e anti-jurídico. Ou seja, deve ser uma conduta que se encaixa perfeitamente em uma descrição legal prévia (tipicidade) e que, ao mesmo tempo, seja contrária ao direito (anti-juridicidade).
 
Como não há nenhuma norma tipificando (criminalizando a conduta) de se portar lâminas em nosso ordenamento jurídico, pode-se afirmar que o porte de lâminas não constitui crime.
 
2) Seria então uma contravenção?
Resposta: Bem, inicialmente vamos diferenciar crime de contravenção. Ambos são delitos, constituem ilicitudes. Contudo, a contravenção é habitualmente entendida como um delito de menor potencial ofensivo. Os crimes encontram-se previstos em diferentes diplomas legais (Código Penal, Código de Trânsito, Lei de Drogas, Lei de Armas, etc). As contravenções encontram-se previstas em um único diploma legal: A LCP - Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688 de 3 de outubro de 1941).
 
Na impossibilidade de apontar uma norma que caracterize o porte de lâminas como um crime, alguns juristas defendem a idéia de que tal conduta trata-se de uma contravenção penal, e sustentam o seu posicionamento com base no Artigo 19 da LCP, o qual, segundo eles, estabeleceria a contravenção de portar armas de qualquer natureza: 
 
Art. 19. Trazer consigo arma fora de casa ou de dependência desta, sem licença da autoridade:
Pena – prisão simples, de quinze dias a seis meses, ou multa, de duzentos mil réis a três contos de réis, ou ambas cumulativamente.
De fato, o dispositivo acima estabelece a contravenção penal de "trazer consigo arma fora de casa ou de dependência desta", contudo, uma leitura atenta do texto legal permite facilmente concluir que a "arma" à qual a contravenção se refere é apenas e tão somente a arma de fogo, não podendo este artigo - de maneira alguma - ser aplicado a um cidadão que esteja portanto uma lâmina fora de casa. Senão, vejamos:
2.1) Como sabemos, o Direito Penal não permite interpretações extensivas. Considerando que em todo o ordenamento jurídico brasileiro não há dispositivo algum definindo o que seja arma branca, não se pode, por iniciativa própria, incluir no termo arma aposto no artigo acima a idéia de lâminas e outros objetos pérfuro-cortantes. De forma clara, arma branca não é espécie do gênero arma, simplesmente porque não existe definição legal do que seja arma branca em nosso país. Portanto, incluir a idéia de arma branca no conceito de arma seria ampliar este conceito para além dos limites permitidos pela Lei. 
2.2) A parte final do caput do Artigo 19 menciona a necessidade de se obter uma "licença da autoridade". Mais uma vez o texto legal deixa claro que a arma a que se refere o mencionado artigo da LCP é apenas e tão somente a arma de fogo, a única para a qual exige-se algum tipo de autorização, seja para a posse ou para o porte. Como não existe nenhum tipo de licença para a obtenção, posse ou porte de facas, presume-se que estas condutas são absolutamente permitidas ao particular, pois, como se sabe, ao cidadão comum permite-se tudo aquilo que não for expressamente proibido em Lei.
2.3) Por fim, e para que não paire sobre o assunto dúvida de qualquer natureza, recorremos à interpretação sistemática do mencionado artigo buscando elucidar de vez a questão. O parágrafo segundo do artigo supra estabelece ainda que:      
§ 2º Incorre na pena de prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de duzentos mil réis a um conto de réis, quem, possuindo arma ou munição:
 
a) deixa de fazer comunicação ou entrega à autoridade, quando a lei o determina;
 
b) permite que alienado menor de 18 anos ou pessoa inexperiente no manejo de arma a tenha consigo;
c) omite as cautelas necessárias para impedir que dela se apodere facilmente alienado, menor de 18 anos ou pessoa inexperiente em manejá-la.
Ora, o texto do parágrafo segundo menciona textualmente a expressão "arma ou munição" afastando de vez todo questionamento a cerca da abrangência que o legislador quis dar ao termo armaempregado no caput do artigo. Obviamente, trata-se exclusivamente de arma de fogo, não comportando em seu conceito a idéia de armas brancas, já que lâminas não empregam munição de qualquer natureza.
 
Por fim, considerando que tal artigo refere-se unicamente às armas de fogo, deve-se inferir também que o mesmo encontra-se tacitamente revogado desde a entrada em vigor da Lei 9.437 de 1997, norma que criminalizou o porte de armas de fogo em nosso país, a qual, por sua vez, foi revogada pela Lei 10.826 de 2003 (Estatuto do Desarmamento), ainda em vigor. 
 
3) E qual deve ser a conduta de um policial ao se deparar com um cidadão comum portando uma lâmina?
Resposta: Caso este cidadão não ofereça risco algum a si mesmo ou aos demais, ele não incorre em nenhuma conduta criminosa, de modo que prendê-lo ou mesmo encaminhá-lo à autoridade policial apenas por este motivo configuraria um ato flagrante de abuso de autoridade.
 
Entender de modo diferente significaria criar situações exdrúxulas e juridicamente insustentáveis. Imagine-se, a título de exemplo, uma senhora que fosse parada em uma barreira policial logo após comprar um faqueiro em um supermercado. Alguém teria coragem para acusá-la de transportar um arsenal em sua sacola? 
 
Todavia, encontrando-se o referido cidadão em uma situação que possa oferecer risco - ainda que potencial - a si mesmo ou aos demais (como no caso de locais com grande aglomeração de pessoas), deve o policial apreender a lâmina (ou outro objeto semelhante) e encaminhá-la à autoridade policial. Resta ao cidadão, neste caso, solicitar ao policial a lavratura do Auto de Apreensão, para que o mesmo possa, posteriormente, reaver a sua lâmina.
 
4) E os policiais podem empregar lâminas em seu trabalho tático-operacional?
Resposta: Sim. Não há impedimento algum para isso. De fato, muitas corporações já desenvolveram inclusive modelos específicos de lâminas que são adotadas por seus operacionais, as quais são projetadas de acordo com as características específicas de trabalho de cada corporação.
 
Neste sentido, a faca deve ser pensada como uma ferramenta multi-uso, indispensável para o trabalho policial.
 
5) E quanto ao uso da faca em combate, é possível?
Resposta: Do ponto de vista operacional, a faca é considerada a "arma silenciosa por excelência". Precisamente por esse motivo, unidades de Operações Especiais estudam exaustivamente o seu emprego, principalmente em situações onde se faz necessário o silenciamento de sentinelas. Vale ressaltar que, nestes casos, a faca é empregada sempre de modo associado ao elemento surpresa.
 
Contudo, em situações de combate direto, onde o elemento surpresa não se encontra presente, mesmo diante de um agressor que não seja adestrado no uso de facas, o risco de que um ou ambos os lutadores saiam feridos (ou mesmo mortos) é muito grande. Em razão disso, recomenda-se, nestes casos, o uso de outros recursos que permitam impor uma distância de segurança em relação ao agressor, impedindo desta forma que o mesmo se aproxime a ponto de poder utilizar a sua lâmina como arma. De fato, o combate direto, faca contra faca, não é recomendado do ponto de vista operacional.
 
Todavia, pensando-se em termos de sobrevivência, em uma situação em que a própria vida esteja sendo ameaçada por um agressor armado com uma faca, e onde não haja outro recurso que possa ser empregado pelo policial para impor uma distância de segurança em relação a este agressor, a faca deve ser empregada - de forma consciente e efetiva - para preservar a vida deste policial. Neste caso, a lâmina é empregada a título de ultima ratio, ou seja, o último recurso possível e disponível para garantir a própria sobrevivência.
 
Deste modo, ainda que não se possa assegurar que apenas a injusta agressão seja interrompida (como disse anteriormente, o risco de que ambos saiam feridos neste tipo de combate é muito grande), pode-se ao menos afiançar que o uso da lâmina por parte do policial, caso seja bem sucedido, será plenamente justificável, tanto no aspecto operacional quanto no jurídico, posto tratar-se claramente de uma situação de legítima defesa, excludente de ilicitude prevista no Artigo 25 do Código Penal Brasileiro. Vejamos:
 
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Ressalte-se que a única excludente que pode ser evocada para justificar o ato de se tirar a vida de um terceiro, ainda que este terceiro seja um agressor armado com uma faca e decidido a nos matar, é a própria legítima defesa. Outras excludentes, como o estrito cumprimento do dever legal, não comportam tal conduta, uma vez que agente algum possui o dever legal de matar em serviço.
 
Entende-se por "agir moderadamente" o ato de se usar apenas a força necessária para repelir a injusta agressão. Devendo o uso da força cessar precisamente no momento em que a injusta agressão for interrompida.
 
Por "meios necessários" entendem-se os meios que sejam efetivos (suficientes dentro daqueles que forem disponíveis) para repelir a injusta agressão.
 
No caso em tela, tratando-se de situação de sobrevivência (viver ou morrer) e lançando-se mão da faca como hipótese de ultima ratio, os meios empregados configuram-se claramente como sendo necessários para garantir a vida do policial.


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Sobre o autor:
Maurício Viegas Pinto é Bacharel em Direito, Servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Especialista em Inteligência e Segurança e Faixa preta em Arnis (Arte Marcial Filipina).
Fonte: http://sites.google.com/site/academiamagkaisa/noticias/artigoaspectoslegaiseoperacionaisdoporteeusodelaminas
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Kali- Eskrima

Eskrima, escrima ou escryma se refere às artes marciais filipinas (em inglês: filipino martial arts - FMA) que têm ênfase no treino de luta com armas (principalmente bastão, espada e faca) e também ensinam habilidades de luta à mão vazia.

Terminologia
Outros termos também comumente utilizados para se referir a esta arte são kali e arnis de mano (lit. chicote com as mãos). Eskrima e arnis estão entre os muitos termos utilizados nas Filipinas para se referir a esta arte.

O nome kali, apesar de ser bastante empregado nos Estados Unidos e na Europa, é raramente utilizado nas Filipinas, e em muitos casos é uma palavra desconhecida. No entanto, devido à popularidade desse termo fora das Filipinas, e à influência de praticantes estrangeiros, o termo kali está cada vez mais sendo reconhecido e aceito nas Filipinas. O termo kalis, utilizado nas Filipinas, significa espada. É comum o erro de achar que kalis e kali são sinônimos ou derivados (nota: o "s" ao final de uma palavra não é usado nas línguas e dialetos filipinos para indicar plural). Enfim, em qualquer que seja o caso, eskrima, arnis, arnis de mano, kali e FMA referenciam a uma mesma família de artes marciais filipinas baseadas em treino com armas.

Eskrimador ou kalista (como alguns praticantes costumam se referir a si mesmos) é o praticante de eskrima, enquanto arnisador é o termo utilizado para se referir a praticantes da variante arnis.

Técnicas
O ensino das técnicas básicas em FMA é tradicionalmente simplificado. Com um tempo limitado para ensinar, somente as técnicas que se provaram eficazes em batalha e que podiam ser ensinadas em massa sobreviveram ao tempo. Isto permitiu que habitantes de vilas, que geralmente não eram soldados, se protegessem de outras vilas, bem como de invasores estrangeiros. A filosofia da simplicidade persiste até hoje, e é a base das artes marciais filipinas.

Devido a essa metodologia, as FMA são erroneamente consideradas artes de luta "simples". No entanto, esta simplicidade refere-se somente a sua sistemática, não a sua eficácia. Ao contrário, por trás dessas técnicas básicas, reside uma estrutura bastante complexa e refinada de técnicas, as quais leva-se anos para dominar completamente.

Praticantes dessas artes são notadamente reconhecidos por sua habilidade em lutar com armas ou desarmados intercaladamente. A maior parte dos sistemas de eskrima incluem lutas com uma grande variedade de armas, combates em pé (panantukan, pananjakman, suntukan, sikaran, tadyakan/tadiyakan), chaves e projeções (dumog), e quaisquer outras técnicas necessárias para complementar o treino de um guerreiro nos velhos tempos das lutas tribais. Talvez, o único grande campo ao qual não foi dada a devida atenção, tanto no passado, quanto atualmente, seja o das lutas em cooperação. Existia um sistema filipino de primeiros socorros, cura e medicina herbal que era tradicionalmente ensinado paralelamente à eskrima, mas desapareceu com o passar dos anos.

Na maioria dos sistemas, técnicas armadas e desarmadas são desenvolvidas paralelamente, por meio de um sistema de treinamento projetado para desenvolver seus aspectos comuns. As variações mais comuns são a do bastão simples (solo baston), a de dois bastões (double baston), e a de espada/bastão e faca. Alguns sistemas são conhecidos por se especializarem em outras armas, como o chicote e o cajado.

De todas as armas citadas anteriormente, algumas delas possuem variações exclusivas para serem utilizadas na prática da eskrima, tais como a kerambit, o barung e o canivete butterfly, um tipo de faca muito peculiar, que passou a ser característico da eskrima moderna.

O ratã, madeira derivada do bambu, muito facilmente encontrado nas Filipinas, é o material mais utilizado na fabricação de bastões e varas de treino. São resistentes e têm boa durabilidade, leves, e com boa resistência ao fogo. São quebrados somente sob situações extremas, e não soltam lascas como outras madeiras, sendo assim ferramentas seguras de treino. Este aspecto também os tornam úteis na defesa contra lâminas. Kamagong (ironwood) é um material utilizado em menor escala, mas não para sparring, uma vez que é denso o suficiente para causar grandes danos aos praticantes.

Tradicionalmente, o sparring não inclui contato com o corpo. Para treinos com contato, recomenda-se o uso de equipamento de segurança, dado o grau de dano que um ataque com arma (bastão, cajado, etc) pode causar.


Sistemas
Existem mais de cem sistemas diferentes de eskrima, muitos dos quais remetem às origens de uma tribo ou região, e podem ser classificados em três grupos principais:

    Os estilos da região norte das Filipinas
    Os estilos da região sul das Filipinas
    Os estilos da região central das Filipinas

Alguns dos mais conhecidos estilos nas Filipinas são:

    Eskrima são miguel (estilo praticado por nós no sistema do Mestre Renée Latosa)
    Doce pares
    Balintawak
    Arnis moderno
    Kalis illustrisimo ou bakbakan
    Eskrima águia negra
    Kali-silat ("kali" - palavra de origem filipina e "silat" - palavra de origem indonésia).

Nos Estados Unidos os mais populares são:

    Sayoc kali
    Sina-tirsia-wali
    Eskrima serrada
    Eskrima lameco
    Dog brothers martial art
    Pekiti-tirsia

No Brasil, os mais difundidos são:
Arnis maharlika - É ensinado desde 1976 pelo Punong Guro Herbert "Dada" Inocalla, que em conjunto com seu irmão Datu Shishir Inocalla, desenvolve um trabalho de resgate e utilização do arnis como terapia marcial filipina.

Kali silat ou sina-tirsia-wali - Criado pelo norte-americano Paul Greg Alland, primeiro ocidental a ganhar o Philippines World Escrima Tournament. O estilo foi trazido ao Brasil pelas mãos de Paulo Albuquerque, hoje o aluno mais graduado de Greg na América Latina, que a anos vem lutando pela sua disseminação, assim como das artes marciais malais em geral, no Brasil. Dentre as suas vitórias podemos assinalar a criação de torneios anuais de Kali, Escrima e Arnis no Rio de Janeiro, e a criação de uma Federação Brasileira de Kali reconhecida internacionalmente.

As Ilhas Filipinas
As ilhas Filipinas são um imenso arquipélago com 7107 ilhas. São localidades belíssimas, com grandes paisagens naturais, principalmente praias.

Séculos antes do nascimento de Cristo, as tribos existentes guerreavam entre si sem nenhum tipo de norma, sempre buscando a morte do inimigo. Como nesta região existem metais em profusão, praticamente todos andavam armados com lâminas. Os meninos, ao se tornarem homens, recebiam uma grande faca, geralmente uma kris (arma de lâmina ondulada), para proteger a família e a tribo.

Neste ambiente inóspito, no qual os filipinos não tinham ainda senso de nação, os espanhóis foram conquistando aos poucos, pelo famoso método romano de "dividir e conquistar". Porém, depois que as ilhas foram batizadas de Ilhas Filipinas, em homenagem ao rei Felipe da Espanha, o senso de nacionalismo começou a crescer, e as técnicas mortais de combate com lâminas – contando com séculos de desenvolvimento – começaram a ser utilizadas pelos combatentes revolucionários.

Durante séculos, os filipinos foram proibidos de usar espadas e facões, e por isso treinavam com bastões de ratã (um material semelhante a um bambu), e faziam anotações das estratégias e táticas nas paredes, usando o alfabeto Alibata (alfabeto antigo na língua Tagalog). Além disso, observando o treinamento dos espanhóis com armas, aprenderam suas técnicas, e somando-as aos movimentos nativos do kali, criaram um conjunto de técnicas, tácticas e estratégias ainda mais eficaz e letal para conflitos de vida ou morte. As técnicas originais do Kali, mano y daga, entre outras, foram somadas e adaptadas à estratégia espada e adaga dos espanhóis e as noções de ângulos de ataque.

Esta filosofia de aprender com os demais povos, mastigar, aperfeiçoar e fazer a técnica única é uma das características que torna o Arnis uma arte flexível, perigosa e versátil, ao apresentar técnicas para todos tipos de situações, e simplicidade, ao depurar técnicas ineficientes e oferecer apenas o que é absolutamente essencial.

História
Como acontece com muitas artes marciais, a história da eskrima é cercada de lendas, tornando difícil traçar seus fatos. E no caso da eskrima, isto é especialmente verdade. Por ser de domínio público, a maior parte de seus praticantes não possuía escolaridade para fazer uma história escrita, ou seja, boa parte da história era transmitida de forma falada. A confusão aumenta mais ainda pelo fato de existirem diversos sistemas diferentes de luta chamados pelo mesmo nome: eskrima (ou arnis de mano). A explicação mais comumente aceita para a origem da eskrima é a de que se trata de um conjunto de sistemas de lutas, utilizados por cada tribo filipina para lutar e se proteger umas das outras.

No entanto, registros históricos contam que quando os conquistadores espanhóis invadiram o arquipélago das Filipinas no início do século XVI, algumas tribos os combateram, usando armas e técnicas nativas. O invasor português a serviço da coroa espanhola Fernão de Magalhães queimou casas e tentou escravizar o povo da pequena Ilha Mactan, onde hoje é a província de Cebu, algumas centenas de kilômetros ao sul de Manila e foi morto na Batalha de Mactan, em 27 de Abril de 1521, pelas forças do chefe tribal de Mactan, Lapu-Lapu, o qual segundo historiadores, era um mestre na antiga arte do kali. Diferente do que se promove por eskrimadores, Magalhães não foi decapitado por Lapu-Lapu, ele foi morto por uma flecha durante a batalha.

A partir desse ponto, há uma divergência com relação à história da eskrima. Nesse período histórico, os espanhóis eram experientes conquistadores, e possuíam seus próprios sistemas de luta, sem contar superioridade bélica e metalúrgica. O grau em que isto afetou a prática das artes de luta nativas é uma questão para ser debatida, mas é fato que os filipinos tomaram emprestado algumas técnicas, como a técnica de esgrima espanhola com espada e adaga, que os filipinos adaptaram ao uso com dois bastões: um longo e um curto, técnica essa chamada de espada y daga.

Para muitos, a eskrima teria sofrido influência não só dos espanhóis, mas também dos aborígenes de Taiwan e de Bornéu, que mantinham contato com os indígenas filipinos - teoria essa que fica evidente a partir de lendas orais e das semelhanças entre os seus estilos de combate - e que também teria evoluido de artes marciais indianas, bem como de outras artes marciais tal como o malaio tjakalele e o silat, que foram levadas para as Filipinas por habitantes da Indonésia e da Malásia nas migrações separadas que fizeram para as Filipinas. Portanto existe a possibilidade de que os sistemas de luta filipinos tenham suas raízes históricas em artes marciais indonésias, que por sua vez foram influenciadas pelas artes chinesas, como é o caso do kun tao (literalmente "caminho do punho"), que tem suas raízes vinculadas ao ch'uan fa (palavra genérica para o que é conhecido no Ocidente como "kung fu"). Outros sistemas com movimentos similares aos das artes filipinas também têm suas raízes no ch'uan fa. Existe, inclusive, relatos de formas com dois bastões em ch'uan fa e tai chi chuan. Outra arte chinesa de grande influência ao kali, em especial a luta desarmada panantukan, é o wing chun. Essas influências chinesas, contudo, não têm ligação direta com os traços sócio-político-culturais das Filipinas dos dias de hoje.

Outros acreditam que, por serem as FMA baseadas em armas, suas raízes e desenvolvimento foram independentes da maioria dos sistemas de luta desarmados. Na verdade, é dito que as inevitáveis similaridades são devido aos tipos de armas utilizados tanto nas artes marciais filipinas, quanto indonésias, quanto chinesas. Alguns exercícios, ou movimentos de mão, similares aos das artes chinesas e indonésias, segundo alguns grupos de eskrima, só foram introduzidos recentemente, o que é menos aparente em sistemas mais tradicionais.

Apesar da turbulência e da polêmica que cercam a história da eskrima, o ambiente das Filipinas permitiu que essa arte se desenvolvesse para se tornar uma eficiente arte marcial. Enquanto em sistemas tradicionais a forma de ensino mais comum de transmissão dessa arte fosse informalmente entre as gerações de uma tribo, sistemas mais modernos, apesar das críticas tradicionais, criaram métodos mais simplistas de ensino. A despeito da metodologia de ensino, essas artes são considerada fáceis de aprender com a prática.

A eskrima na mídia
A eskrima também se tornou bastante utilizada no cinema e pode ser encontrada em filmes de Bruce Lee e Steven Seagal.

Fonte: Wikipédia
 

Aulas e cursos de Kali-Escrima
Prof. Robson Bélli (Discipulo do Guru Jean Gonzaga)
Tel: (44) 3034-6762
Cel: (TIM) (44) 9960-1683
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Comunicado - mudança no dia do seminario!


Comunicado
Nº 23 ano 03
Comunicamos que o seminario de wing chun teve sua data modificada para o dia 24/02 em função do feriado de carnaval e da entrega do material para o seminario, pedimos desculpas a todos que tiveram algum inconvenhiente em função disso!

Sobre o intensivo de carnaval
A escola Shen Zhen durante os dias do carnaval estará abrindo uma oportunidade única para os alunos que desejam se graduar, mesmo fora de período, fazer o curso durante os dias do feriado de carnaval, aprendendo assim o aluno tudo o que precisa para a sua graduação atual e sendo avaliado no final do curso para a próxima graduação.

Valor R$ 50,00 (independente de graduação)
Faixa não inclusa
Dias: 20 e 21
Horário: das 14 as 18 horas
Local: Escola Shen Zhen

 Comunicado impresso dia 14/02/2012 válido até 25/02/2012
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Parcerias

Nossos parceiros comerciais, com descontos exclusivos para alunos e membros da Escola Shen Zhen:


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Reintegração e integração de membros na familia Shen Zhen!

É com enorme felicidade que reintegramos o dicipulo Michel e integramos como novo membro da familia o Dicipulo Rodrigo, Bem vindos a sua familia Kung Fu, a Familia Shen Zhen continua a crescer tanto em numero como em qualidade, e ja tem em vista mais membros que tem interesse em se tornarem do grupo.

Venha conhecer nosso kung fu, quem sabe voce pode vir a se tornar membroi dessa familia numerosa e vencedora voce também!
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Seminario de Wing Chun em Maringá

Local: Escola Shen Zhen - Av. Brasil, 3080, sala 14
Inscrições até: 01/02/2012
Valor: R$ 200,00
Brinde: Camisetas

Vagas: 10 (apenas)
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Kung Fu a Distancia!

Neste dia 07/01/2012 a Escola Shen Zhen em assembleia geral, decidiu abrir as portas para o sistema de ensino a distancia (EAD), através de cursos e seminários que estarão sendo realizados nas cidades onde houver interesse de se desenvolver um grupo de estudos de Kung-Fu.

Para os interessados, entrar em contato para maiores detalhes através do seguinte e-mail.

robsonbelli@hotmail.com
ou
shihfurobson@gmail.com
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Divulgação atrasada! Resultado do Campeonato Interno do Estilo de Chishou

Ola pessoal, eu estava olhando o site e percebi que tinha cometido uma injustiça um tanto quanto grande, com o nosso campeão interno, o Instrutor Fernando A. Zalazar que no dia 14/11/2011 competiu e ganhou dentro do circuito interno do estilo o campeonato de Chisao (técnicas de mão), onde competiram alunos do estilo da escola Shen Zhen de de nosso segundo centro de treinamento, em chave unica e absoluta.

Em nome da escola Shen Zhen e do Estilo SZT agradescemos a todos os participantes do "Primeiro campeonato interno de técnica de mão" e aos alunos:



Fernando Campeão (Maringá)
Marcus Vice Campeão (Maringá)
Henrique Terceiro Lugar (Floriano)

Obrigado!! e parabens pelas suas colocações...

Shifu Robson

Abaixo segue um pouco como foi a competição! (aviso a imagem não esta com boa qualidade)
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Novos Horarios de aula da escola

A escola Shen Zhen Vem por meio dessa estar alterando seus horarios de treino regulares:  

Matutino
Instrutor Marcelo
Sabádos
9:00 as 11:00 horas (Shen Zhen Tao)


Diurno

Shi Fu Robson
Segundas, quartas e sextas feiras
14:00 as 15:00 horas (Wing Chun Tao Chuan)
16:00 as 17:00 horas (Wing Chun Tao Chuan)

Instrutor Fernando
Terças e quintas
14:00 as 15:30 horas (Shen Zhen Tao)
16:00 as 17:30 horas (Shen Zhen Tao)

Professor Davi
Sábados
14:00 as 16:00 horas (Shen Zhen Tao)
16:00 as 18:00 horas (Shen Zhen Tao)

Noturno

Shi Fu Robson
Segundas, quartas e sextas feiras
18:00 as 19:30 horas (Shen Zhen Tao)
20:00 as 21:30 horas (Shen Zhen Tao)
22:00 as 23:30 horas (Treino para competições, MMA, K-1, Boxe Chinês)

Instrutor Wellington
Terças e Quintas feiras
18:15 as 19:45 horas (Shen Zhen Tao)

Instrutor Thiago
Terças e quintas feiras
20:00 as 21:30 horas (Shen Zhen Tao)
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